Joinville | Jovens recebem informações sobre combate ao mosquito da dengue

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Cerca de 40 adolescentes participantes do Programa Eco Cidadão – PEC, realizado pela Secretaria de Assistência Social (SAS), assistiram à palestra sobre o combate ao mosquito da dengue, ministrada pela Vigilância Ambiental de Joinville.

 

O evento aconteceu nesta terça-feira (27/06/2017) e teve o objetivo de orientar os jovens sobre métodos de combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor de diversas doenças, como a dengue, a chikungunya e a zika.

A apresentação mostrou como é realizado o trabalho da Vigilância Ambiental, que mapeia pontos estratégicos de proliferação do mosquito, identifica focos, orienta a comunidade, instala armadilhas, recolhe e analisa larvas em seu laboratório de entomologia.

A palestra trouxe, também, exemplos de situações propícias à disseminação do Aedes aegypti, como caixas d’água descobertas, piscinas sem proteção e com água mal tratada, pneus velhos acumulados, recipientes com água parada (mesmo que em pequena quantidade), calhas, bromélias e vasos de plantas.

De acordo com a coordenadora da Vigilância Ambiental, Nicoli dos Anjos, os jovens representam importante público multiplicador das medidas preventivas ao mosquito da dengue.

“Com eles aprendendo quais são as boas práticas da saúde, como evitar a proliferação de um vetor que causa tantos problemas, transmitindo aos pais ou observando os pontos de risco, há um grande ganho para todos”, afirma Nicoli.

O jovem Leonardo da Rosa, de 16 anos, mora do bairro Jarivatuba e já toma alguns cuidados para evitar a presença do mosquito em sua casa: “Faço furos nos vasos de plantas, viro os recipientes com água parada e mantenho os potes dos cachorros limpos. Minha avó também é cuidadosa, mas é sempre bom aprender e reforçar”.

De acordo com informações da Vigilância Ambiental, este ano não foram registrados casos de dengue em Joinville. No entanto, atualmente, há 188 focos do mosquito. Os bairros mais críticos são o Boa Vista, com 92 focos; e o Jardim Sofia, com 28 focos.

“A Vigilância Ambiental trabalha com ações preventivas, mas tem poder de multa, caso o cidadão não cumpra as determinações recebidas. Nosso intuito não é multar, mas eliminar o foco gerador do problema para que a comunidade não sofra”, completa Nicoli.

Caracol africano

Além de abordar o combate ao mosquito Aedes aegypti e a gravidade das doenças transmitidas por ele, a palestra alertou sobre outro risco à saúde: o caracol africano.

A orientação à comunidade é que os caracóis africanos devem ser recolhidos (sempre com uso de luvas ou sacolas plásticas para proteger as mãos) e encaminhados aos postos de saúde do município, que dispõem de tambores próprios para o descarte do molusco. Semanalmente, o material é coletado pela Ambiental, empresa de limpeza e saneamento, levado para o aterro sanitário e triturado.

O caracol africano transmite doenças graves, como uma verminose que perfura o intestino e um tipo de meningite. O procedimento de colocar sal no molusco não é recomendado, pois o muco eliminado pode contaminar o solo. Além disso, sua casca pode se transformar em um criador de larvas do Aedes aegypti.

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