Em entrevista, Carlos Moisés fala sobre governo Bolsonaro, grupos indígenas e LGBT, e o fim do incentivo fiscal aos agrotóxicos

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14 de agosto de 2019

Foto: Flavio Tin/ND

Foto: Flavio Tin/ND

Nessa quarta-feira (14), o jornal Folha de S. Paulo divulgou uma entrevista com o governador de Santa Catarina, Carlos Moisés da Silva (PSL). Ele falou sobre a política do Estado, comentou as atitudes de Jair Bolsonaro e os assuntos que envolvem a família do presidente, e explicou sua abertura para conversar com grupos indígenas e LGBT.

Em fevereiro, o coronel da reserva do Corpo de Bombeiros recebeu o MST. Questionado sobre o movimento, o governador diz estar aberto ao diálogo. “Não consigo entender quem raciocina que não devo receber. Assim como recebi as mães pela diversidade, com filhos homossexuais, que têm uma série de demandas de violência, o estado tem obrigação de atendê-los. Não podemos fazer gestão com pensamentos menores, com preconceitos. Quem tem preconceito tem que trabalhar a cabeça para se livrar deles, inclusive. O estado tem que se aproximar”, reforça.

Carlos Moisés falou também sobre o fim do incentivo fiscal aos agrotóxicos, diferente do que faz a presidência. “Não estou proibindo agrotóxicos, mas não incentivo. Os críticos dizem que estamos taxando o agronegócio, que representa 30% do PIB do estado. Não é taxar o agronegócio, é o veneno. O Ministério Público já calculou que essa taxação repercute entre 2% e 3% no preço final. Esse é o meu compromisso com o meio ambiente, como cidadão, como pai de duas meninas.”

O engenheiro agrônomo Anselmo Cadorin concedeu entrevista ao Jornal da Clube 2ª edição nesta quinta-feira (15) e comentou a decisão do governador. Confira na íntegra.


Texto: Mariane Machado

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