10 de setembro, Dia Mundial de Prevenção do Suicídio

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Países do mundo inteiro têm utilizado o dia 10 de setembro como dia de combate e prevenção ao suicídio. A importância da data se deve a estimativa da OMS – Organização Mundial da Saúde de que nos últimos 45 anos a taxa de suicídio cresceu 60% no mundo. A cada ano, 1 milhão de pessoas tiram a própria vida, o que corresponde a uma taxa de mortalidade de 16 por 100 mil habitantes, o mesmo que uma morte a cada 40 segundos, número que pode dobrar até 2020. 

O jornalista André Trigueiro, pesquisador do assunto, em artigo ao Correio Fraterno, garantiu que o suicídio é prevenível em 90 por cento dos casos

No Brasil, casos equivalem a uma ocorrência por hora, chegando a 4,9 por 100 mil habitantes, segundo dados Mapa da Violência 2011 do Instituto Sangari, mas número real é ainda maior, visto que muitas vezes estes casos são relatados como mortes acidentais. Entre os anos 1998 e 2008, o total de suicídios no país teve um aumento de 33,5%, superior ao crescimento da própria população – 17,8%, do número de homicídios – 19,5% e dos óbitos por acidentes de transporte -26,5%. Por isso, o Ministério da Saúde considera o tema um problema de saúde pública.

Segundo dados da OMS, ao longo da vida, 17,1% dos brasileiros “pensaram seriamente em por fim à vida”, 4,8% chegaram a elaborar um campanha cvv - logoplano para tanto, e 2,8% efetivamente tentaram o suicídio.

Criado há 50 anos com o objetivo de prevenir o suicídio, o Centro de Valorização da Vida – CVV,atualmente trabalha no apoio emocional a população em qualquer momento difícil, inclusive quando o suicídio parece ser a única opção. Hoje cerca de 2 mil voluntários atendem 24h por dia, por meio do telefone 141, chat, VoIP ou pessoalmente nos 70 postos existentes no Brasil.

O tema é uma preocupação global. No mundo inteiro existem ONGs que atuam na mesma linha do CVV, como os Samaritanos na Inglaterra, os Befrienders nos EUA, entre outros. No Brasil, este trabalho vem ganhando força e deve assumir papel importante perante a sociedade e as autoridades na medida em que aumentam os dados do impacto do suicídio na economia e crescem as evidências de que há como evitar essa enfermidade.

 

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