Medicação para criança com leucemia chega a hospital após quase 1 mês parada no aeroporto

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O remédio para dar continuidade ao tratamento contra a leucemia da menina Antonella, de 3 anos, chegou na noite desta segunda-feira (7) ao Hospital Infantil Joana de Gusmão, em Florianópolis. O medicamento estava retido no Aeroporto Internacional Hercílio Luz, na capital, por falta de uma autorização.

Antonella – Imagem/Divulgação internet

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) liberou no final da tarde o lote com 55 unidades do Erwinase. Como ele é importado e não possui registro no Brasil, precisava de autorizações da Anvisa para poder entrar no país.

Segundo a Anvisa, o estado foi notificado no final de janeiro sobre a necessidade de enviar documentos para essa liberação. Mas o estado nega, diz que não foi avisado e que, quando soube dessa exigência, providenciou tudo o mais rápido possível.

Quimioterapia
Nesta terça (8), Antonella faz a sexta sessão de quimioterapia e o medicamento é essencial para o sucesso do tratamento.

A menina foi diagnosticada há sete meses e logo começou o tratamento na capital catarinense. Mas na segunda sessão de quimioterapia, ela teve um choque anafilático por causa de um medicamento. Os pais arrecadaram R$ 42 mil para comprar outro remédio. Mas, na quinta sessão, ela voltou a sofrer reação.

A médica da Antonella, do Hospital Infantil, então recomendou um terceiro medicamento, o Erwinase, que é importado e custa mais de R$ 60 mil. A família entrou na Justiça, que intimou o estado a entregar o remédio.

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